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Empresa alega colapso e ônibus não circulam em Belo Horizonte

Por João Henrique do Vale

Moradores de Belo Horizonte voltam a sofrer com a falta de ônibus.  Nesta quinta-feira, 13 linhas não estão circulando por causa de uma paralisação na Viação São Dimas, que pertence ao Consórcio Pampulha. A empresa alegou colapso e que não tem dinheiro para comprar combustível.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), a empresa atende as regiões da PampulhaCentroCentro-Sul e Noroeste. As linhas, segundo a entidade, atingem 22 mil passageiros.

De acordo com a BHTrans, a paralisação acontece em 13 linhas. Como parte delas são operadas de forma compartilhada, as viagens estão acontecendo de forma parcial. A autarquia informou que o Consórcio Pampulha será notificado para o retorno imediato da operação das linhas, sob pena de sanções contratuais pertinentes. As viagens não realizadas serão autuadas.

A BHTrans afirma, ainda, que agentes estão atuando nas estações e nos pontos finais orientando os passageiros. Também foi solicitado veículos reservas.

Veja as linhas que estão sem circular

1404C – Palmeiras/São Salvador

3502 – Ouro Preto / São Gabriel

4107 Alto Caiçara/Serra

4113 – Bom Jesus/Belvedere

51 – Estação Pampulha/Centro/Hospitais

5250 – Estação Pampulha/Betânia

5401 – São Luís/Dom Cabral

5550 – Estação Pampulha/Estação Ponto São José

9402 – Santa Inês / Santo André

9404 – São Lucas / Nova Esperança

9502 – São Geraldo/São Francisco via Esplanada

9411 – Casa Branca/São José 8501 – Maria Goretti/Engenho Nogueira via Ouro Preto

Valor liberado para às empresas

Outras paralisações foram feitas em BH pelas empresas de ônibus neste ano com a mesma justificativa: a falta de dinheiro para a compra de combustível e pagamento de funcionários.

prefeito Alexandre Kalil (PSD) conseguiu,  junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG),  a liberação de R$ 4,3 milhões por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O valor faz parte do Fundo Garantidor do Equilíbrio Econômico Financeiro (FGE).

O MPMG afirmou que iria abrir uma investigação para apurar se as concessionárias realmente necessitam da verba.