Durante boa parte da vida, aprendemos que precisamos agradar. Agradar a família, o chefe, os amigos, os vizinhos, os clientes e até gente que nem conhecemos, mas que nos segue nas redes sociais. Enfim, queremos agradar ao mundo.
Nessa tentativa constante, passamos a nos explicar demais, a nos justificar excessivamente e a nos moldar para caber em expectativas que nem sempre são claras. A conta dessa escolha chega em forma de cansaço. É um desgaste que não vem necessariamente do trabalho, mas do esforço permanente de ser aceito, ser agradável e ser ouvido.
A maturidade traz um aprendizado que liberta e incomoda ao mesmo tempo: não dá para agradar a todo mundo. Isso não é um fracasso, é a realidade. E a verdade é que nem precisamos fazer isso. Dizer não, não é falta de educação; pode ser, simplesmente, um gesto de autocuidado.
Precisamos nos conhecer melhor e entender nossos limites. O esforço de agradar incessantemente, mesmo quando não percebemos que estamos agindo assim, suga nossas energias. Amadurecer tem muito a ver com parar de dar explicações o tempo todo e aceitar que nem todos vão gostar das nossas escolhas. E tudo bem. Mais uma vez, maturidade é aprender a depender menos do aplauso e mais da própria coerência.
