Você já sentiu, ao entrar em uma casa bonita demais, que a coerência absoluta do ambiente pode até encantar o olhar por um minuto, mas sempre deixa uma tensão? Um incômodo que você não sabe de onde vem.
Um interior assim pode ser sofisticado, e está aí uma palavra de que não gosto. Mas ele é também desconectado. Quando faltam contrastes, nuances e texturas, falta riqueza sensorial. E, eu acredito, falta emoção. Fica tudo meio sem graça. A mente precisa de estímulos, por mais suaves que sejam. Além disso, existe o fato de que uma casa precisa ter identidade.
Quando tudo responde a uma tendência e não à personalidade de quem mora ali, estamos diante de uma beleza sem vida real, algo impessoal. E aí, quando você percebe, o lindo e maravilhoso ficou chato, não é?
