Carnaval já passou, mas os ecos da folia em Belo Horizonte são muitos, e eu li um texto no blog do escritório Vazio S/A assinado pelo arquiteto Carlos Teixeira que é tão bacana que eu tinha que falar dele aqui. Vou fazer um resumão do que ele fala lá, ok?
O Carlos Teixeira fala da potência da circulação de pessoas como instrumento de descoberta e de criação de conexões com a cidade durante o Carnaval de BH. Quando milhares de pessoas ocupam as ruas, caminham por diferentes bairros e percorrem trajetos pouco usuais, a capital mineira se revela sob novas perspectivas, especialmente no que diz respeito à sua arquitetura e ao seu traçado urbano, transformando-se em uma experiência urbana expandida.
E, assim, o deslocamento coletivo é responsável por revelar fachadas, evidenciando detalhes construtivos e ressignificando espaços que, na rotina, muitas vezes passam despercebidos. O Carlos fala que, ao caminhar entre bairros, a gente consegue perceber a transição entre escalas, estilos e períodos construtivos.
Nesse movimento coletivo e até então despretensioso, a cidade deixa de ser fragmentada e passa a ser compreendida como um sistema integrado. O texto na íntegra é imperdível e você encontra em vazio.com.br. E fica aqui um desafio fácil se você quiser entender melhor a cidade onde mora.
Não só no Carnaval, mas quando transitar pela cidade, que tal ampliar seu olhar e perceber detalhes que muitas vezes passam batido, mas que, eu garanto, são bem legais de serem conhecidos?
