Quem gosta de história real vai ter trabalho para escolher nesta semana. Entre esta terça (13/10) e sexta-feira (16/10), seis documentários chegam às principais plataformas de streaming do Brasil, com Mike Tyson, Marília Mendonça e o humorista Norm Macdonald entre os personagens.
O que une títulos tão diferentes é o método. Em vez de só celebrar ídolos, essas produções vão atrás de arquivo, depoimento e documento. Algumas para homenagear, outras para contestar a versão oficial.
Tyson
- Estreia: terça-feira, 13 de outubro
- Onde assistir: Netflix
- Formato: série documental em quatro episódios de cerca de uma hora
- Direção: Floyd Russ
- Produção executiva: Bill Simmons, Jim Gray e Ian Orefice
A semana abre com o boxe. A série refaz a trajetória de Mike Tyson desde a infância no Brooklyn, em Nova York. Em 1986, aos 20 anos, ele se tornou o campeão dos pesos-pesados mais jovem da história e foi campeão indiscutível de 1987 a 1990. Depois vieram a prisão, os problemas financeiros, os vícios e as polêmicas, como a mordida na orelha de Evander Holyfield.
A produção usa imagens de arquivo inéditas e entrevistas com o próprio Tyson, pessoas próximas e gente que trabalhou com ele. A história chega a 2024, quando ele voltou ao ringue, aos 58 anos, contra o influenciador Jake Paul. Quem viveu os anos 80 e 90 lembra: luta do Tyson era evento, e às vezes acabava antes de a pipoca ficar pronta. Em 3 de novembro, a Netflix lança ainda o espetáculo solo do ex-boxeador [CONFIRMAR: título em português de “Mike Tyson: Return of the Mike”].
A Caça a Gary Glitter
- Estreia: quarta-feira, 14 de outubro
- Onde assistir: Netflix
- Formato: documentário [CONFIRMAR: filme ou série e número de episódios]
- Direção: Sebastian Smith
- Produção: Cammy Millard, da Voltage TV
Astro do glam rock britânico nos anos 1970, Gary Glitter, nome artístico de Paul Gadd, cumpre pena de 16 anos de prisão por abuso sexual de crianças, desde a condenação em 2015. O documentário não revisita os sucessos. Acompanha os jornalistas que seguiram o cantor por Cuba, Camboja e Vietnã ao longo de anos e dá voz às vítimas. A produção levou mais de três anos para ficar pronta.
Corregidora: A Noite Mais Sombria do Futebol Mexicano
- Estreia: quinta-feira, 15 de outubro
- Onde assistir: HBO Max
- Formato: série documental em três episódios, produção original HBO
A série volta à briga generalizada que tomou o estádio La Corregidora, em Querétaro, no México, em 5 de março de 2022, durante a partida entre o time da casa e o Atlas, de Guadalajara. As imagens se espalharam rapidamente e deixaram dúvidas sobre a real dimensão do episódio. Com depoimentos inéditos e material nunca exibido, o documentário questiona a versão oficial do que aconteceu naquela tarde.
Marília Mendonça: Sentimento Louco
- Estreia: sexta-feira, 16 de outubro
- Onde assistir: Prime Video
- Formato: série documental em quatro episódios, todos liberados no mesmo dia
- Direção: Susanna Lira
- Roteiro: Valentina Castello Branco, Gabriela Altaf e Fabiana Assis
- Produção: Chatrone e Kromaki
É o lançamento nacional mais aguardado da semana. A pesquisa reuniu mais de 530 mil imagens, 50 mil vídeos e centenas de áudios, mensagens e anotações da cantora. A série acompanha Marília desde Cristianópolis, em Goiás, até o título de Rainha da Sofrência, com depoimentos de familiares, amigos e parceiros de estrada.
Também lembra que, antes de lotar shows, ela já escrevia sucessos para outros artistas, como “Cuida Bem Dela”, gravada por Henrique & Juliano. Marília morreu em 2021, aos 26 anos. A série é o primeiro grande lançamento de um acordo da Amazon com os herdeiros da cantora, que inclui também o filme “Marília”. Para quem for a São Paulo, o Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe a exposição “Marília Mendonça: Sentimento Louco” até 29 de novembro, com ingressos a R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).
A História de Norm Macdonald
- Estreia: sexta-feira, 16 de outubro
- Onde assistir: Netflix
- Título original: Norm: The Tale of Norm Macdonald
- Formato: filme documentário
- Direção: Judd Apatow
O filme conta a vida do humorista canadense que ficou famoso como âncora do quadro “Weekend Update”, do “Saturday Night Live”, e que esteve ao lado de Adam Sandler em “Billy Madison”. Depois do programa, ele escreveu e estrelou o filme “Dirty Work” (1998) e teve a própria série, “The Norm Show”, de 1999 a 2001.
O detalhe curioso: tudo foi montado com material de arquivo, fotos pessoais e vídeos caseiros enviados por fãs e amigos, para que Norm conte a própria história com a própria voz. Macdonald morreu em 2021. O filme faz parte de um mês dedicado a documentários de comédia na Netflix, que traz ainda títulos sobre Martin Mull, Maria Bamford e o programa “SCTV”.
Katseye: Wild Hearts
- Estreia: sexta-feira, 16 de outubro
- Onde assistir: Disney+
- Formato: filme documentário de cerca de 80 minutos
- Direção: Nadia Hallgren
- Produção: Interscope Films e Boardwalk Pictures, em parceria com HYBE x Geffen
Se tem adolescente em casa, você provavelmente já ouviu esse nome. O Katseye é um grupo pop feminino de seis integrantes, formado no reality “Dream Academy” pela HYBE, a gravadora do BTS, em parceria com a americana Geffen. O filme vai da pressão do reality ao sucesso nas paradas, com ensaios, sessões de estúdio, vídeos enviados por fãs e entrevistas com as integrantes.
Também trata das indicações ao Grammy e do afastamento de Manon Bannerman, em pausa desde fevereiro. Antes do streaming, o documentário passou pelos cinemas. A diretora é a mesma de “Becoming: Minha História”, sobre Michelle Obama. O grupo teve o EP “Wild” estreando em primeiro lugar na Billboard 200 e lançou até um remix funk de “Hootie Frutti” com Pedro Sampaio.