No intervalo do Super Bowl, realizado na noite desse domingo (8/2), na Califórnia (EUA), o cantor porto-riquenho Bad Bunny comandou um espetáculo de 13 minutos que misturou sucessos da carreira, participações de artistas pop e referências diretas à cultura latino-americana.
O artista levou ao gramado uma cenografia inspirada em Porto Rico, com elementos do cotidiano caribenho. Plantações de cana e banana, barracas de comida, bancas de comércio popular, idosos jogando dominó em praça pública e até um casamento típico reconstruíram visualmente o universo cultural da ilha.
No repertório, estiveram faixas como “Nuevayol”, “Baile Inolvidable” e “DTMF”, música que dá nome ao álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, vencedor do Grammy de Álbum do Ano de 2026. O balé alternou coreografias de reggaeton com ritmos tradicionais, como salsa, reforçando o diálogo entre o pop global e a música latina.
Artistas convidados
Lady Gaga apareceu no meio da apresentação e cantou um trecho de “Die With a Smile”, parceria com Bruno Mars, adaptado ao ritmo latino. Ricky Martin, conterrâneo de Bad Bunny, interpretou “Lo que le pasó a Hawaii”, canção recente do anfitrião. Cardi B, Karol G e o ator Pedro Pascal participaram da encenação.
Além do aspecto musical, o show incorporou mensagens políticas e sociais. Em um momento simbólico, Bad Bunny carregou uma bola de futebol americano com a frase “Juntos, somos América”, referência tanto ao continente quanto à forma como os Estados Unidos se autodenominam.
No encerramento, o cantor declarou “God bless America” e, em seguida, citou países como Chile e Argentina, mencionando nações de toda a América enquanto bandeiras eram exibidas no campo. No telão, a frase “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor” reforçou o discurso de união.
A apresentação também dialogou com debates recentes sobre imigração e tensões políticas nos Estados Unidos. O artista defendeu a integração dos povos e criticou, de forma indireta, discursos de exclusão. Logo após o show, Donald Trump comentou nas redes sociais, classificando a performance como “horrível”.
Mesmo com a reação política, o espetáculo consolidou o espaço da cultura latina no maior evento esportivo da televisão americana. Ao final, Bad Bunny mostrou a mensagem estampada na bola para a câmera e afirmou: “seguimos aqui”, frase que sintetizou o tom de resistência e afirmação identitária que marcou o show.
