No canal NeuroVox, no YouTube, me deparei com duas perguntas que carregam muito mais do que aparentam. Qual é a melhor forma de viver e conviver? E qual é a vida que realmente vale a pena ser vivida?
Pedro Calabrês propõe uma reflexão: é aquela vida em que a nossa existência melhora a existência de outra pessoa, e quando somos capazes de fazer o bem sem pedir nada em troca, quando o amor não é apenas um sentimento, mas um princípio que orienta as nossas ações.
Essa ideia nos convida a olhar para além das nossas próprias necessidades e conquistas. Não significa ignorar a importância de cuidar de si mesmo, pelo contrário, mas perceber que a vida ganha outra dimensão quando passamos a ser parte na vida de alguém.
Melhorar a existência do outro pode acontecer de muitas maneiras, oferecer um gesto de escuta, compartilhar conhecimento, apoiar num momento difícil ou simplesmente estar presente. Pequenos gestos podem ter grandes efeitos. Talvez viver bem seja isso, equilibrar as nossas buscas pessoais com a disposição de contribuir para que quem caminha ao nosso lado também viva melhor.
Uma vida que vale a pena não se mede apenas pelo que conseguimos para nós. Mas, pelo que deixamos no coração dos outros.