A espera acabou para os entusiastas do suspense e da ficção científica com o retorno de “Paradise” ao catálogo do Disney+. A série, que rapidamente se consolidou como um dos títulos mais instigantes do streaming, retorna para sua segunda temporada expandindo os horizontes de um universo que começou de forma claustrofóbica e agora ganha proporções globais.
Criada por Dan Fogelman e estrelada pelo premiado Sterling K. Brown, a produção utiliza uma premissa de investigação política para esconder uma trama muito mais profunda sobre a sobrevivência da humanidade.
Para quem ainda não mergulhou nesta jornada, a primeira temporada introduz Xavier Collins, um agente do Serviço Secreto encarregado de proteger o ex-Presidente dos Estados Unidos em uma comunidade utópica e isolada chamada “Paradise”.
O que começa como um mistério de “quem matou” após a morte súbita do líder da nação logo se transforma em uma descoberta perturbadora: o mundo exterior sofreu um colapso e aquela cidade perfeita é, na verdade, um refúgio tecnológico de alta segurança para a elite.
O primeiro ano da série focou nas tensões internas, na paranoia de Xavier ao ser incriminado e nos segredos sombrios mantidos pela administração do bunker, terminando em um gancho que deixou o público ansioso pela verdade sobre o que restou do planeta.
Três anos depois
Agora, na segunda temporada, a narrativa deixa as paredes seguras do abrigo para explorar a superfície da Terra. Três anos após o evento cataclísmico, Xavier decide arriscar tudo para descobrir o paradeiro de sua esposa, levando a série para um ambiente de sobrevivência pós-apocalíptica que contrasta drasticamente com o luxo artificial visto anteriormente.
O elenco ganha reforços de peso como Shailene Woodley e Thomas Doherty, que interpretam sobreviventes com motivações ambíguas em um mundo que se reorganizou de formas inesperadas. Enquanto isso, dentro de “Paradise”, a ordem social começa a ruir sob o peso de novas revelações, provando que o isolamento não é garantia de paz.
Com uma trama planejada para ser uma trilogia, este segundo ato promete ser a ponte necessária para entender as reais intenções por trás da criação da cidade e o custo humano para manter aquele paraíso particular.
