Um velho pescador decide sair sozinho para o mar, depois de muitos dias sem conseguir pescar nada. Alguns já diziam que a sorte dele acabou, mesmo assim ele segue adiante. Essa é a história de Santiago, personagem de “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway, um dos livros mais belos que eu já li.
No meio do mar, um peixe gigantesco morde o anzol. Começa então uma luta impressionante entre o velho pescador e aquele peixe imenso que puxa o barco por horas, depois por dias. Santiago está cansado, suas mãos se ferem, o corpo dói, mas ele continua firme. Ele admira a força do peixe, respeita aquele adversário e, ao mesmo tempo, se recusa a desistir. A grande beleza do livro está nessa batalha.
O peixe deixa de ser apenas um peixe. O velho deixa de ser apenas um pescador, e a história passa a falar de todos nós. Em algum momento da vida, cada pessoa enfrenta o seu próprio mar aberto e cada um de nós também enfrenta os seus peixes: um desafio enorme, uma luta que exige coragem e persistência. “O Velho e o Mar” é um livro curto, profundo e inesquecível, uma leitura que lembra que, mesmo cansados, ainda podemos seguir lutando.
