Já percebeu que a volta do feito à mão não é por acaso? Mesmo sem entender completamente o que está acontecendo, estamos buscando sair da ideia do “perfeitinho” e redescobrindo o prazer das imperfeições, do toque em texturas naturais e da valorização de materiais que resistem às modas e ao ritmo acelerado.
Optar pelo artesanal é quase um ato político em tempos de produção em série. É escolher o tempo do fazer, o saber transmitido de geração em geração e a conexão com quem produz. Em um mundo inundado por tendências que duram menos do que uma estação, o design autoral e artesanal brasileiro surge como um respiro.
Mais do que estética, ele carrega história, identidade e uma resistência silenciosa ao consumo massificado, que transforma casas em vitrines de catálogo, muitas vezes bonitas, mas vazias de significado.
