Ontem, eu destaquei a cadeira Panton, uma criação extraordinária do arquiteto e designer dinamarquês Verner Panton, que este ano estaria completando 100 anos. Como não dá para resumir tudo o que ele fez apenas falando de sua cadeira icônica, resolvi lembrar algumas frases desse cara genial, que passou a vida explorando o impacto físico e emocional da cor e combatendo a conformidade do branco e do bege.
Ele dizia o seguinte: “O maior objetivo do meu trabalho é levar as pessoas a usarem sua imaginação. A maioria delas passa a vida toda em casas melancólicas, cinzas ou beges, morrendo de medo de usar a cor. Através de experiências com iluminação, cores, tecidos, móveis e tecnologias avançadas, eu tento mostrar novos caminhos”.
Legal, né? Enquanto muita gente ainda quer um mundo em tons de bege, um cara lá no meio do século passado já achava isso enfadonho. Pois é, eu li tanto sobre Verner Panton e suas ousadias com as cores que fiquei pensando se o nome dele inspirou o nome da Pantone.
Na verdade, apesar da coincidência sonora e da paixão mútua pelas cores, são origens diferentes. A Pantone foi fundada por Lawrence Herbert e o nome vem de um sistema de cores para impressão (pantone significa todas as cores), enquanto o Verner Panton é o gênio por trás do design mobiliário.
