Olha que interessante. Quando perguntado sobre suas memórias em relação à casa onde passou parte da infância, o arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa, um dos grandes pensadores contemporâneos da arquitetura, disse que mais do que a visão, suas recordações são baseadas no cheiro da casa.
Segundo ele, cada casa tem seu cheiro e nem sempre a gente percebe isso quando estamos nela, mas ao voltarmos o reconhecemos de imediato. Seria muito interessante que a arquitetura incorporasse de forma mais ativa em seus projetos, os cheiros que vem diretamente dos materiais de construção ou mobiliários selecionados. Você quer um exemplo?
A madeira expele um odor confortável que agrada ao tato do nariz, ou seja, ao olfato. E por que isso é importante? Porque o olfato é um gatilho muito poderoso para construção de memórias, mais até do que a visão e a audição.
Isso porque ela está intimamente ligada às partes do cérebro, que processam, adivinhe o quê? A emoção e a memória.