Este artigo contém spoiler! Fica o alerta.
O documentário da Netflix “Número Desconhecido: Catfishing na Escola” trouxe à tona um caso perturbador: a história de Kendra Licari, mãe de Michigan condenada por perseguir a própria filha adolescente usando perfis falsos na internet. A revelação chocou não apenas a comunidade local, mas também espectadores ao redor do mundo. Desde então, uma pergunta surgiu: como ficou a vida da família Licari depois da exposição do caso?
O impacto imediato da revelação
Em 2021, a jovem Lauryn acreditava estar sendo alvo de colegas de escola. O que parecia um caso de bullying comum revelou-se um pesadelo familiar quando as investigações apontaram que as mensagens anônimas vinham da própria mãe.
Segundo o documentário, a descoberta abalou profundamente a confiança de Lauryn e expôs feridas emocionais que ainda estão em processo de cicatrização. Ela descreve no filme a dor de perceber que a figura materna, em quem mais confiava, era justamente a responsável por meses de ameaças e abusos psicológicos.
A condenação de Kendra Licari
Kendra Licari foi condenada em 2023 a 20 meses de prisão por perseguição criminosa e uso indevido de dispositivos eletrônicos. Cumpriu parte da pena e hoje está em liberdade condicional, com restrições de contato e acompanhamento psicológico obrigatório.
Em entrevista recente, sua defesa afirmou que ela busca retomar a vida de maneira discreta, mantendo distância da mídia e tentando reconstruir a relação com os filhos. No entanto, especialistas ouvidos pelo documentário destacam que a reconciliação é lenta e cheia de obstáculos, principalmente pela dimensão da quebra de confiança.
Como está Lauryn hoje
Lauryn, filha de Kendra, aparece em “Número Desconhecido” compartilhando o trauma da experiência. Ela relata que o período de assédio virtual teve impacto direto em sua saúde mental, gerando ansiedade, medo e isolamento social.
Depois da revelação, Lauryn contou com apoio de familiares, psicólogos e educadores locais para se reerguer. Atualmente, ela segue estudando e reconstruindo sua vida social, mas ainda evita exposição pública. O documentário mostra que sua prioridade é seguir em frente, mesmo diante das marcas deixadas pelo escândalo.
Ela diz que participou da produção para dar voz à experiência vivida, relatando os efeitos emocionais de ter sido enganada e perseguida pela própria mãe.
A repercussão na comunidade
A cidade de Mount Pleasant, em Michigan, também precisou lidar com as consequências. Professores, colegas e autoridades locais relatam no filme o choque de perceber que o agressor estava dentro da própria casa da vítima. O oficial de polícia Michael Horwath, responsável pela investigação, reforça no documentário que o caso foi um dos mais complexos de sua carreira.
Hoje, o episódio é lembrado como um alerta sobre os perigos do cyberbullying e a necessidade de prevenção em escolas e famílias. Programas de conscientização digital foram ampliados na região após a repercussão do crime.
O futuro da família Licari
Embora a Netflix não ofereça uma conclusão definitiva sobre o futuro da família, o documentário sugere que a dinâmica permanece fragilizada. Kendra tenta reconstruir sua vida após a condenação, enquanto Lauryn busca independência emocional e novos caminhos.
A Netflix ressalta que a relação entre mãe e filha continua fragilizada: há esforços de reconexão, mas também distanciamento e incerteza sobre o futuro do vínculo. Para especialistas ouvidos na obra, a recuperação completa da confiança pode nunca acontecer, dada a gravidade da quebra.
Especialistas ouvidos no filme apontam que, em casos assim, a reconciliação plena pode nunca acontecer. A exposição mundial do caso em “Número Desconhecido” também significa que a família conviverá por muito tempo com o peso público dessa história.
Artigo da Netflix sobre o documentário
De acordo com um artigo publicado no site da Netflix, a relação entre mãe e filha continua fragilizada: há esforços de reconexão, mas também distanciamento e incerteza sobre o futuro do vínculo. Leia a conteúdo na íntegra.