Você já reparou que todo ano o Fórum Econômico Mundial funciona quase como um termômetro do mundo? E claro, um dos assuntos mais falados agora em janeiro de 2026 foi a inteligência artificial.
De um lado, líderes de empresas tradicionais, como o CEO da BlackRock, Larry Fink, e o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, foram diretos ao ponto. A IA vai impactar o trabalho, sim, e mudar funções: eliminar algumas, criar outras e exigir uma requalificação muito mais rápida do que estamos acostumados. Dimon chegou a alertar para o risco de instabilidade social se essa transição for rápida demais, sugerindo que governos e empresas colaborem para proteger os trabalhadores.
Do outro lado, fundadores e CEOs de tecnologia dizem que a IA não está apenas automatizando tarefas. Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou que profissões complexas, como a de engenheiro de software, podem ser quase totalmente automatizadas em um prazo de apenas 6 a 12 meses. Já Satya Nadella, da Microsoft, defende que a IA só vai sobreviver socialmente se for usada para algo útil e que gere resultados reais na saúde e na educação, por exemplo. Caso contrário, a sociedade perderá a paciência com o enorme gasto de energia que essa tecnologia exige.
Talvez a reflexão mais profunda venha de Yuval Harari. Ele alerta que estamos construindo uma das tecnologias mais importantes da história, enquanto muitos líderes ainda estão focados apenas nos resultados do próximo trimestre. Para ele, a IA não é mais uma ferramenta, mas um agente que pode remodelar o sistema operacional da nossa sociedade.
A pergunta que fica é simples: sua empresa está olhando para a IA como custo, moda ou como uma decisão estratégica de longo prazo? Porque o mundo já escolheu o tema. Agora, cada pessoa escolhe de que lado da história quer estar.
