Entre montanhas e mares, há uma conversa que não precisa de palavras. É nesse espaço que nasceu “Telepatia”, projeto que une o mineiro Flávio Venturini e o cearense Ricardo Bacelar em uma colaboração que atravessa geografias e traduz, em música, um encontro de afinidades.
Lançado em 2024, o single “Telepatia” marcou a primeira parceria entre os artistas e nasceu de uma experiência que vai além do estúdio: uma residência artística em Fortaleza. Foi no Jasmin Studio que as ideias ganharam forma em um processo criativo guiado pela escuta, pela troca e pela sintonia entre Venturini e Bacelar.
A obra reúne três faixas que transitam por diferentes atmosferas musicais, mas mantêm um fio condutor: a delicadeza melódica e o cuidado nos arranjos. Entre elas, está “Samba Saudade”, composta por Venturini, Bacelar e o letrista Murilo Antunes, que une memória e emoção em ritmo brasileiro.
A faixa-título, “Telepatia”, traz a parceria de Venturini com Jorge Vercillo na composição, enquanto “Lareira” resgata uma letra antiga de Venturini, agora revisitada com novos contornos e afetos.
Artistas refletem sobre experiência
Mais do que um encontro pontual, o projeto revela uma admiração mútua que se transformou em música. Bacelar relembrou o impacto de dividir o processo criativo com um artista cuja trajetória dialoga com a tradição do Clube da Esquina, referência essencial para compreender a sonoridade das composições de Venturini.
“Sempre admirei Flávio, desde os tempos do 14 Bis até sua carreira solo, com aquela riqueza melódica da música mineira influenciada pelo Clube da Esquina. Trabalhar ao lado dele foi uma experiência muito rica e descontraída”, disse Ricardo, à época.
Já o cantor de Belo Horizonte destacou o ambiente fértil da criação: o que seria uma gravação pontual se expandiu naturalmente para três canções, como se a música pedisse continuidade. “Foi ótimo fazer esse projeto com o Ricardo. Seu estúdio é espetacular, e o ambiente facilitou nossa criação”.
A produção ainda tem a participação do guitarrista Torcuato Mariano, que adiciona camadas instrumentais ao projeto, e os vocais de Maria e Sara Bacelar em “Lareira”, ampliando o caráter íntimo e familiar da faixa. Ouça o projeto abaixo:
