Uma das exposições mais inusitadas do ano em Belo Horizonte começa neste sábado (28/3), no CCBB BH. A mostra “MEME: no Br@sil da memeficação” propõe uma imersão no universo dos memes e no papel que esse tipo de conteúdo passou a desempenhar na cultura e no debate público.
Mostra leva fenômeno digital para dentro do museu
A exposição ocupa o prédio histórico da Praça da Liberdade e reúne mais de 800 itens, entre vídeos, instalações, esculturas, neons e experiências interativas.
A proposta é analisar como os memes deixaram de ser apenas entretenimento e passaram a influenciar temas como política, economia e comportamento no Brasil. A iniciativa já passou por São Paulo e Brasília e chega à capital mineira após temporadas de sucesso.
Arte contemporânea e cultura da internet dividem espaço
O projeto rompe com a separação tradicional entre arte erudita e cultura popular. Nas galerias, nomes como Nelson Leirner, Anna Maria Maiolino e Claudio Tozzi aparecem ao lado de fenômenos da internet, como Blogueirinha, Porta dos Fundos e John Drops. “Memes não são só piadas. Eles são ferramentas políticas, culturais e afetivas”, afirma a curadora Clarissa Diniz.
Percurso explora linguagem, comportamento e política
A exposição é organizada em núcleos temáticos que ajudam a entender como os memes funcionam e se espalham. Entre os destaques estão:
- linguagem e jogos de sentido com emojis e dublagens
- protagonismo de pessoas comuns que viralizam
- uso da paródia como crítica social
- construção de identidade nas redes
- impacto dos memes na política e na desinformação
O percurso também discute os efeitos da hiperexposição digital e o papel das redes na formação de opinião.
Instalação já começa com referência viral
Logo na entrada, o público encontra uma instalação inspirada na onça da nota de R$ 50, um dos memes mais conhecidos do país. A obra funciona como ponto de partida para conectar o visitante com o universo da exposição.
Mostra discute presente e futuro dos memes
O encerramento traz reflexões sobre o papel dos memes na sociedade contemporânea, com participação de criadores e pesquisadores.
A proposta é entender como essa linguagem continua evoluindo e moldando a forma como as pessoas se comunicam.
