Sabia que o olfato é um gatilho poderoso para construção de memórias, mais até do que visão e audição? Pois é, ele está intimamente ligado às partes do cérebro que processam a emoção e a memória.
Quando nós sentimos um cheiro específico, ele é primeiro processado pelo bulbo olfativo, localizado no sistema límbico do cérebro. Essa é a mesmíssima parte que processa a emoção e a memória, o que faz com que os cheiros sejam tão poderosos em evocar experiências e sentimentos passados.
Essa biblioteca de cheiros, armazenada na memória de cada um, pode variar desde o cheiro da grama recém cortada, que evoca lembranças dos verões da infância, até o cheiro pão sendo assado no forno da cozinha, que podem trazer lembranças de alguma pessoa em específico.
Há uma subjetividade incorporada nesse sentido, já que os cheiros podem ter efeitos diferentes para cada um.
O mesmo cheiro pode desencadear uma memória agradável para um e desagradável para outro. Entretanto, para além desse desafio, se entendermos o papel fundamental da arquitetura em criar experiências e memórias marcantes.
Quando ela incorpora propositalmente o sentido do olfato, pode também contribuir para enriquecer a permanência do usuário.
Quase tudo está focado na visão, deixando os outros sentidos em segundo plano. No caso do olfato, ele tem sido mais estudado atualmente, mas ainda falta muito para que ele seja de fato incorporado como um sentido importantíssimo.
Detalhe importante: essa é uma conversa que não esbarra com tanta facilidade no tão falado marketing ofensivo, e a gente ainda vai falar mais sobre esse assunto aqui.