Muitos de gerações próximas à minha jamais imaginariam que Belo Horizonte seria do jeito que é atualmente durante o Carnaval. E estamos falando de um período bem dilatado: começa muito antes e vai até depois da data oficial. Já é Carnaval na cidade.
Isso é ótimo para quem cai na folia, mas talvez um suplício para quem mora onde os blocos passam. Para esses, eu só lembro uma coisa: os blocos passam. E aí tudo volta ao que era antes. É importante lembrar que o Carnaval não é só festa; é também uma manifestação arquitetônica efêmera que transforma os espaços públicos.
Ruas, avenidas e praças mudam de função, mostrando que a arquitetura não é apenas construção e permanência, mas também experiência e ocupação do espaço. O Carnaval se assemelha a uma instalação artística itinerante. Para quem é da folia, um ótimo Carnaval. Para quem não é, basta lembrar que os blocos passam e, depois, a vida volta ao normal.
