A expectativa de crescimento para o comércio durante o Carnaval de BH é de 15%, segundo estimativa da CDL/BH (Câmara de Dirigentes Lojistas). Em coletiva, o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, afirmou que o aumento do fluxo de turistas impulsiona diretamente setores estratégicos, como hotéis, bares, supermercados e confecções, entre vestuário e adereços.
“Você tem esses setores todos se beneficiando… Mas você tem outros setores que aí depois o que isso gera aí todo o comércio. Porque as pessoas que trabalharam… os próprios ambulantes… depois vão comprar produtos… para ele mesmo ou para casa dele”, explicou, ressaltando o “ciclo virtuoso” gerado pela injeção de renda na economia local.
Legado turístico
O dirigente também apontou um ganho de longo prazo: a fidelização do turista. “É a recorrência dessas pessoas que vêm para o Carnaval, conhece Belo Horizonte e depois voltam… e convidam outras pessoas e aí utilizam do comércio e serviço”, destacou.
‘Comércio amigo’ e preços
Sobre o projeto que incentiva lojas a abrirem seus banheiros para os foliões, Marcelo esclareceu que não haverá tabelamento de preços para o uso ou consumo. “A gente tem uma economia livre… depende o que que ele vai oferecer e o que que o folião também vai aceitar”, disse.
Ele observou, contudo, que a prática no ano anterior foi de valores acessíveis, com muitos locais focando no público feminino. “Muitos estabelecimentos oferecem banheiros só para mulheres, e aí aproveitam e vendem… adereços, vendem bebidas também”, concluiu.
