Existe ainda uma mania de dar mais valor ao que vem de fora do que ao que é produzido no Brasil. Em termos de design, isso acontece com frequência.
A viagem para a Itália em abril, quando ocorre o Salão de Milão, é considerada imperdível para muitos profissionais brasileiros, entre arquitetos e designers, que buscam as novidades do setor. No entanto, muitas vezes o objetivo parece ser apenas vangloriar e colocar marcas estrangeiras em um pedestal elevado demais. Acontece que muito do que não é valorizado por aqui merece reconhecimento à mesma altura.
Como bem destacaram Maurício Noronha e Rodrigo Brenner, sócios fundadores do premiado estúdio Furf Design, em um texto que li, não é preciso viajar milhares de quilômetros para encontrar design com doses generosas de qualidade, expressão e inovação.
É claro que existe um charme enorme em torno da principal exibição do mundo no setor, mas sabemos que em terras tupiniquins encontra-se também um design digno de louvor e admiração. Olhar com fascínio para o que acontece no Brasil é alimentar o poder criativo nacional e tudo o que ele impacta, especialmente as pessoas.
