A confirmação da morte de Eric Dane, aos 53 anos, paralisou as redes sociais na manhã desta sexta-feira (20/2). O ator, que lutava contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), tornou-se um dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter) e no Instagram, onde admiradores de diferentes gerações prestaram tributo ao seu legado na teledramaturgia norte-americana.
A trajetória de Dane em Hollywood foi marcada por papéis de grande presença física e carisma. Antes de alcançar o estrelato global, o ator participou de produções como Charmed e o filme X-Men: O Confronto Final. No entanto, foi em 2006, ao entrar no elenco de Grey’s Anatomy, que sua carreira atingiu outro patamar.
Como o cirurgião plástico Mark Sloan, Dane entregou uma performance que equilibrava a autoconfiança excessiva do personagem com momentos de profunda vulnerabilidade, o que o estabeleceu como um dos pilares do drama médico da ABC por nove temporadas.
Nas homenagens publicadas hoje, fãs destacaram um paralelo doloroso: a morte real do ator e a despedida de seu personagem na ficção. Mark Sloan morreu no início da nona temporada da série, após semanas em coma devido a um acidente de avião — um arco que é considerado um dos mais tristes da história da TV. “A ficção se tornou realidade de uma forma que não estávamos prontos para aceitar”, escreveu um usuário no X.
Patrick Dempsey, que interpreta Darek em Grey’s Anatomy, falou sobre a perda do colega e como foi trabalhar ao lado do ator:
“Acabei de acordar esta manhã e fiquei muito triste ao ler a notícia. É difícil expressar em palavras. Fico muito triste por suas filhas. […] trocávamos mensagens de texto, então falei com ele há cerca de uma semana e alguns amigos nossos foram visitá-lo e ele estava realmente começando a perder a capacidade de falar. Ele estava acamado e tinha muita dificuldade para engolir, então sua qualidade de vida estava se deteriorando rapidamente. Ele era o homem mais engraçado — era uma alegria trabalhar com ele e quero me lembrar dele nesse espírito, porque sempre que ele estava no set, ele trazia muita diversão para o ambiente. […] Ele era incrivelmente inteligente e sempre me lembrarei dos momentos divertidos que passamos juntos e celebrarei a alegria que ele trouxe para a vida das pessoas, e a verdadeira perda é para nós que não o temos mais. Ele fez um trabalho incrível ao conscientizar as pessoas sobre essa doença [ELA] terrível e em seus últimos dias de vida, e isso nos lembra que todos nós temos que comemorar cada dia como se fosse o último.”
