Existe uma confusão comum entre maturidade e rigidez, como se chegar a uma certa idade significasse necessariamente o endurecimento das opiniões. Mas a vida não funciona assim. Quem vive e se abre para novas experiências, em qualquer idade, tem a grata satisfação de aprender. E quem aprende pode mudar com mais facilidade. Mudar de ideia depois dos 50 anos não é uma contradição, é um sinal de que estamos atentos ao percurso.
Amadurecer é olhar para trás, reconhecer erros e ajustar leituras de cenários, valores e culturas. É aprender a dizer com tranquilidade que hoje você pensa diferente do que pensava no passado. A maturidade não exige fidelidade às antigas opiniões, mas sim honestidade com a própria experiência. Ela nos liberta da obrigação de ter sempre razão e nos dá coragem para abandonar certezas que já não dialogam com quem nos tornamos.
Rever caminhos não diminui ninguém. Pelo contrário, amplia as possibilidades de nos conhecermos e de entendermos para onde queremos seguir. A rigidez costuma ser apenas um medo disfarçado, enquanto a mudança, quando fruto da experiência, é o verdadeiro amadurecimento. Vale pensar com calma: em que ponto da vida você mudou de ideia e percebeu que isso te fez mais inteiro e não mais fraco?
