Você já ouviu falar em microquimerismo materno? Trata-se de um fenômeno científico que revela algo profundamente bonito. Durante a gestação, ocorre uma troca de células entre mãe e bebê, e algumas células do filho permanecem no corpo da mãe por muitos anos, às vezes por toda a vida.
Essas células podem se alojar em órgãos como coração, pulmões, fígado, pele e até no cérebro. Ou seja, biologicamente, a mãe carrega partes do filho dentro de si para muito além da gravidez. Pesquisas indicam que essas células podem participar de processos de cicatrização, ajudar no reparo de tecidos e influenciar o sistema imunológico.
Em certos casos, elas também são estudadas por sua relação com doenças autoimunes, mostrando que esse vínculo é complexo e poderoso. Mas, para além da ciência, o microquimerismo revela algo simbólico: a maternidade não termina no parto. Ela permanece inscrita no corpo, na biologia e na história da mulher. Ser mãe é, literalmente, carregar o filho para sempre.
